Cuidado especializado em saúde mental de crianças e adolescentes
O neurodesenvolvimento é um processo único. Cada criança tem seu próprio ritmo, sua forma de aprender, de sentir e de reagir ao mundo. Mas quando certos comportamentos passam a causar sofrimento, interferir na rotina escolar, nas relações familiares ou no bem-estar emocional, pode ser hora de buscar ajuda especializada.
Aqui, o tratamento não começa com uma receita. Começa com escuta. Uma avaliação profunda que considera a história completa do seu filho — da gestação ao contexto atual, da escola ao ambiente familiar — para que cada decisão clínica seja personalizada e baseada em evidências.
Abaixo, você conhece os principais transtornos que trato no consultório e os sinais que merecem atenção.
Como funciona
Cada diagnóstico é um ponto de partida, não um destino final
O tratamento aqui é construído com a família, com a escola e com a equipe multiprofissional quando necessário. Pode envolver acompanhamento clínico, orientação parental, suporte medicamentoso — sempre com critério e baseado em evidências — e o uso de ferramentas de medicina de precisão, como o Painel Neuropsiquiatria e a Farmacogenética.
O primeiro passo é uma conversa. Uma avaliação completa, sem pressa, onde a história do seu filho é ouvida com atenção e respeito.
Se você se identificou com algum desses sinais
Não espere "a fase passar". Quanto mais cedo o neurodesenvolvimento é avaliado, mais cedo o tratamento certo é direcionado — e maiores são as chances de um desenvolvimento saudável.
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A deficiência intelectual não é uma doença mental — é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo. Isso significa que a criança apresenta dificuldades em áreas como comunicação, autocuidado, vida social e independência, em comparação com o esperado para a idade.
É importante esclarecer: deficiência intelectual não é o mesmo que transtorno de aprendizagem. Uma criança com dislexia, por exemplo, pode ter inteligência normal ou acima da média — seu cérebro apenas processa a leitura de um jeito diferente. Já a deficiência intelectual envolve um funcionamento cognitivo global abaixo do esperado, afetando múltiplas áreas do desenvolvimento.
Sinais que merecem atenção
Atraso significativo nos marcos do desenvolvimento (sentar, andar, falar)
Dificuldade em aprender habilidades cotidianas, como se vestir ou usar o banheiro sozinho
Dificuldade em compreender conceitos abstratos ou seguir instruções complexas
Limitações na capacidade de resolver problemas do dia a dia
Dificuldade em interagir socialmente de forma esperada para a idade
Necessidade de apoio constante para tarefas que outras crianças da mesma idade já fazem sozinhas
Dificuldade de generalização — aprende uma habilidade em um contexto, mas não consegue aplicá-la em outro
O que pode confundir: Muitas crianças com deficiência intelectual são inicialmente avaliadas como "apenas imaturas" ou com "desenvolvimento mais lento". O problema é que esperar demais sem investigar pode atrasar o acesso a estímulos e suportes essenciais nos primeiros anos de vida — justamente o período em que o cérebro tem maior plasticidade.
Também é comum que a deficiência intelectual venha acompanhada de outras condições, como TDAH, transtornos de ansiedade ou comportamentos desafiadores. Por isso, a avaliação precisa ser abrangente: entender não apenas o que a criança não consegue fazer, mas também o que ela pode, quais são seus pontos fortes e como o ambiente pode ser adaptado para potencializar seu desenvolvimento.
O tratamento não visa "curar" a deficiência — e sim maximizar a autonomia, a qualidade de vida e a inclusão da criança. Isso envolve estimulação cognitiva, suporte educacional adaptado, acompanhamento familiar e, quando necessário, manejo de sintomas associados como irritabilidade, ansiedade ou alterações de sono.
O TDAH é um dos transtornos mais prevalentes na infância, afetando cerca de 5 a 7% das crianças em idade escolar. Não é falta de educação, nem preguiça. É uma condição neurobiológica que afeta a capacidade de sustentar atenção, controlar impulsos e regular a atividade motora.
Sinais que merecem atenção
Dificuldade em manter o foco em tarefas que exigem esforço mental sustentado
Parece não escutar quando se fala diretamente com ele
Evita ou resiste a tarefas que exigem atenção prolongada
Perde objetos com frequência (materiais escolares, brinquedos, pertences)
Inicia várias atividades ao mesmo tempo e não conclui nenhuma
Dificuldade em esperar a vez ou permanecer em silêncio em situações que exigem isso
Age impulsivamente — interrompe conversas, responde antes da pergunta terminar
Agitação motora constante, como se estivesse "com um motor ligado"
O que pode confundir: Crianças com TDAH frequentemente são rotuladas como "desobedientes" ou "preguiçosas" na escola. Mas o problema não é atitude — é a falta de um "freio" neuroquímico que regula atenção e impulsividade.
O autismo é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e o padrão de comportamento. "Espectro" significa que se manifesta de formas muito diferentes em cada criança — por isso, dois diagnósticos de TEA podem ser completamente distintos entre si.
Sinais que merecem atenção
Atraso ou ausência de fala, ou fala que parece mecânica e sem intenção comunicativa
Dificuldade em manter contato visual ou usar gestos para se comunicar (apontar, acenar)
Não responde ao próprio nome, mas reage a sons específicos
Dificuldade em brincar de faz de conta ou imitar
Interesse intenso e restrito por temas específicos (dinossauros, números, trens)
Aderência rígida a rotinas e grande sofrimento diante de mudanças
Movimentos repetitivos: balançar o corpo, girar objetos, flapping das mãos
Hipersensibilidade ou hiposensibilidade a sons, luzes, texturas, cheiros ou dor
O que pode confundir: Nem toda criança quieta ou que fala tarde é autista. Nem toda criança que se movimenta muito tem TDAH. O diagnóstico diferencia observando o conjunto de sinais, a intensidade e o impacto no funcionamento diário.
Ansiedade é o transtorno mental mais comum na infância — e o Brasil lidera o ranking mundial em casos. Um grau saudável de ansiedade protege a criança de riscos. Mas quando passa a limitar, paralisar ou causar sofrimento intenso, deixou de ser saudável.
Sinais que merecem atenção
Medo excessivo de separação dos pais, mesmo em situações cotidianas
Queixas físicas frequentes sem causa clínica identificada: dor de barriga, dor de cabeça, enjoo
Evitação de situações sociais (escola, festas, interação com outras crianças)
Preocupação constante com o futuro ou com eventos improváveis
Dificuldade para dormir ou insônia relacionada a pensamentos ansiosos
Rituais ou comportamentos de checagem repetitivos
Crises de pico de ansiedade que podem se parecer com ataques de pânico (falta de ar, taquicardia, tremores)
O que pode confundir: Crianças ansiosas frequentemente são descritas como "tímidas" ou "sensíveis demais". Mas timidez não causa sofrimento. Ansiedade sim.
Sim, crianças e adolescentes podem ter depressão. E ela não se parece com a depressão adulta. Na infância, a depressão pode se manifestar como irritabilidade, agressividade ou regressão de comportamento — não necessariamente como tristeza visível.
Sinais que merecem atenção
Irritabilidade persistente, explosões de raiva que não se justificam pelo contexto
Perda de interesse em atividades que antes gostava
Isolamento social, preferência por ficar sozinho
Queixas de cansaço, falta de energia, desmotivação
Mudanças no sono (dormir demais ou de menos)
Mudanças no apetite (comer demais ou perder o apetite)
Declínio no rendimento escolar sem causa identificada
Falas ou desenhos que envolvam morte, solidão ou desesperança
O que pode confundir: Muitas vezes a depressão infantil é confundida com "fase difícil" ou "rebeldia". Mas um adolescente deprimido não está sendo rebelde — está pedindo socorro do único jeito que o cérebro dele consegue.
São transtornos que afetam o comportamento externalizante — ou seja, comportamentos que se manifestam para fora, causando impacto no ambiente, na escola e na família.
Sinais do TOD
Recusa sistemática em cumprir regras ou instruções de figuras de autoridade
Frequentes discussões com adultos
Culpabiliza os outros pelos próprios erros
Rancor, vingança, falta de cooperação
Comportamento provocativo deliberado
Sinais de Transtorno de Conduta (mais grave)
Agressividade física ou verbal a pessoas ou animais
Destruição deliberada de propriedade
Mentira, roubo ou violação de regras sociais sérias
O que pode confundir: Nem toda criança que desafia limites tem um transtorno. A diferença está na frequência, intensidade e impacto no funcionamento. Quando o comportamento acontece em múltiplos ambientes (casa, escola, social) e persiste por mais de 6 meses, é um sinal.
Dificuldade de aprendizagem não é sinônimo de baixa inteligência. Muitas crianças com transtornos de aprendizagem têm inteligência normal ou acima da média — o cérebro delas apenas processa a informação de um jeito diferente.
Sinais que merecem atenção
Dificuldade persistente em ler, escrever ou fazer cálculos apesar de esforço e apoio
Inversão de letras ou números após a idade esperada
Dificuldade em memorizar sequências (alfabeto, dias da semana, tabuada)
Leitura lenta, trabalhosa, com erros frequentes
Evitação de tarefas que envolvem leitura ou escrita
Discrepância entre a inteligência aparente e o desempenho escolar
O que pode confundir: Muitas crianças com transtorno de aprendizagem são rotuladas como "desinteressadas" ou "sem foco". Mas o problema não é motivação — é o processamento cognitivo.
O sono é um pilar do neurodesenvolvimento. Durante o sono, o cérebro da criança consolida memórias, regula emoções e produz hormônios essenciais ao crescimento. Transtornos do sono não são "preguiça" — são disfunções que impactam todo o desenvolvimento.
Sinais que merecem atenção
Dificuldade persistente em adormecer, mesmo com rotina de sono estabelecida
Despertares frequentes durante a noite
Sono agitado, com pesadelos ou sonambulismo
Sonolência excessiva durante o dia
Resistência extrema a ir para a cama
Ritmo sono-vigília desregulado que afeta o funcionamento diurno
Transtornos alimentares não são sobre estética ou vaidade. São condições psiquiátricas graves que envolvem a relação da criança ou adolescente com comida, corpo e autoestima.
Sinais que merecem atenção
Preocupação excessiva e crescente com peso, forma corporal ou alimentação
Restrição alimentar sem justificativa clínica
Episódios de compulsão alimentar seguidos de culpa
Comportamentos compensatórios: vômitos induzidos, uso de laxantes, exercício excessivo
Isolamento durante as refeições
Mudanças rápidas de peso
Irritabilidade ou tristeza associadas à alimentação
O que mais preocupa: O adolescente pode manter o peso aparentemente normal, fazendo com que os sinais passem despercebidos por muito tempo.
O transtorno bipolar é caracterizado por episódios de humor que oscilam entre extremos: mania (ou hipomania) e depressão. Na infância e adolescência, a apresentação pode ser diferente do adulto, com oscilações mais rápidas e mistas.
Sinais que merecem atenção
Períodos de energia elevada, euforia ou irritabilidade extrema, seguidos de quedas bruscas
Durante episódios de "alta": fala acelerada, pouca necessidade de sono, ideias grandiosas
Flutuações de humor que não se explicam por eventos externos
Impulsividade e julgamento comprometido durante episódios maníacos
Episódios depressivos profundos que se alternam com os períodos de euforia
O que pode confundir: Oscilações de humor são comuns na adolescência. No transtorno bipolar, porém, os episódios são extremos, duram mais e causam impacto significativo no funcionamento da criança.
O TOC na infância não é "mania de organização" nem perfeccionismo. É um transtorno ansioso em que a criança é dominada por pensamentos intrusivos e persistentes (obsessões) que geram tanto desconforto que ela precisa realizar comportamentos repetitivos (compulsões) para aliviar a angústia. O problema é que o alívio dura pouco — e o ciclo recomeça.
Sinais que merecem atenção
Medos excessivos de contaminação, doenças ou de que algo ruim aconteça com os pais
Necessidade de lavar as mãos repetidamente, de forma ritualística
Verificação compulsiva: conferir portas, janelas, mochila, materiais escolares várias vezes
Necessidade de simetria ou organização extrema — objetos precisam estar posicionados de um jeito específico
Contagem repetitiva de degraus, letras, objetos ou números
Dúvida patológica: não consegue terminar uma tarefa porque "não tem certeza" se fez certo
Perguntas repetitivas buscando confirmação ("você tem certeza que está tudo bem?")
Ritualização de tarefas cotidianas — entrar no quarto de um jeito específico, tocar objetos em sequência
O que pode confundir: Crianças podem ter pequenas manias ou superstições durante o desenvolvimento, o que é normal. No TOC, o que diferencia é o sofrimento: a criança não quer fazer aquilo, mas não consegue parar. Ela perde tempo com os rituais, chega atrasada na escola, evita situações e fica visivelmente angustiada quando o ritual é interrompido.
Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
O TEPT pode surgir em crianças e adolescentes após a exposição a um evento traumático — abuso, perda de um ente querido, acidente, violência doméstica, bullying severo ou até procedimentos médicos invasivos. O cérebro infantil processa o trauma de forma diferente do adulto, e os sintomas podem aparecer semanas ou até meses depois do evento.
Reviver o trauma através de brincadeiras repetitivas com o mesmo tema, pesadelos ou flashbacks
Evitação sistemática de pessoas, lugares ou situações que lembram o evento
Regressão de comportamento — voltar a fazer xixi na cama, chupar o dedo, falar como bebê
Hipervigilância: sobressalta-se com facilidade, está sempre "em alerta"
Irritabilidade aumentada, explosões de raiva que não existiam antes
Dificuldade de concentração e queda no rendimento escolar
Desconexão emocional — parece distante, "vazio" ou apático
Culpa excessiva relacionada ao evento ("se eu tivesse feito diferente...")
Transtorno de Estresse Agudo
Apresenta sintomas semelhantes ao TEPT, mas ocorre entre 3 dias e 1 mês após o evento traumático. É a resposta imediata do cérebro a uma ameaça. Se os sintomas persistirem além de um mês, o diagnóstico pode ser reavaliado como TEPT.
Ansiedade intensa e persistente nas primeiras semanas após o evento
Sensação de que o mundo é irreal ou distante (desrealização)
Dificuldade de lembrar detalhes do evento traumático
Necessidade de permanecer próximo dos pais a todo momento
Distúrbios de sono com despertar frequente
O que pode confundir: Reações de medo e ansiedade após um evento adverso são normais nas primeiras 48h. Quando persistem, intensificam ou começam a prejudicar a rotina da criança, é sinal de que ela precisa de apoio profissional para processar o que aconteceu.
São reações emocionais e comportamentais desproporcionais a uma mudança significativa na vida da criança — separação dos pais, mudança de escola, mudança de cidade, nascimento de um irmão, luto. Diferente do TEPT, não envolve necessariamente um trauma, mas sim uma dificuldade de se adaptar a uma nova realidade.
Sinais que merecem atenção
Tristeza, ansiedade ou irritabilidade que surge após uma mudança significativa
Declínio no rendimento escolar após o evento
Isolamento social que não existia antes
Queixas físicas frequentes (dor de cabeça, dor de barriga)
Apatia ou desmotivação persistente
Comportamento opositivo que surge junto com a mudança
O que pode confundir: Toda mudança gera um período de adaptação. O sinal de alerta é quando os sintomas persistem por mais de 3 meses, são intensos, ou causam prejuízo real no funcionamento da criança — na escola, nas amizades ou em casa.
Mais comuns na adolescência, esses transtornos envolvem o uso problemático de álcool, cannabis, nicotina, estimulantes ou inalantes. Não se trata de "fase de rebelde" — é uma condição psiquiátrica que compromete o julgamento, a memória, a motivação e o desenvolvimento cerebral do adolescente.
Sinais que merecem atenção
Mudanças bruscas de humor, irritabilidade ou agressividade sem causa clara
Queda abrupta no rendimento escolar
Isolamento social — abandona amigos antigos e passa a frequentar novos grupos
Alterações no padrão de sono (dormir de dia, virar a noite)
Desaparecimento de objetos de valor de casa
Falta de motivação persistente, apatia, desinteresse por atividades que antes gostava
Mentiras frequentes sobre onde esteve e com quem
Mudanças no apetite e no peso sem justificativa
Olhos vermelhos, hálito alterado, ou cheiro de substâncias nas roupas
O que mais preocupa: O cérebro do adolescente está em desenvolvimento ativo, especialmente nas áreas de controle inibitório, tomada de decisão e avaliação de risco. O uso de substâncias nesse período pode causar danos cognitivos permanentes — além de aumentar significativamente o risco de dependência na vida adulta. Quanto mais cedo a intervenção, maior a chance de reversão.
O que pode confundir: Muitos pais ignoram os sinais iniciais como "coisa de adolescente". Mas o uso problemático não é experimental — ele se torna repetitivo, causa prejuízo e o adolescente não consegue parar mesmo quando tenta.
São condições em que o cérebro "desconecta" como mecanismo de defesa contra estresse extremo ou trauma. A criança ou adolescente perde temporariamente a conexão com seus pensamentos, memórias, identidade ou com a realidade ao seu redor.
Amnésia Dissociativa
Incapaz de lembrar de eventos pessoais importantes, especialmente de natureza traumática
Lacunas de memória que não se explicam por esquecimento normal
A criança pode não lembrar de períodos inteiros, mesmo curtos
Desorientação sobre fatos recentes da própria vida
Transtorno de Despersonalização/Desrealização
Sensação de estar "fora do próprio corpo" ou se observando de fora
Sensação de que o mundo é irreal, distante, ou como se fosse um filme
Negação de reconhecer o próprio reflexo ou partes do próprio corpo
Dormência emocional — relata não sentir nada, nem alegria nem tristeza
Medo de estar "enlouquecendo"
O que pode confundir: Sensações passageiras de desrealização podem ocorrer em situações de cansaço extremo ou estresse agudo. No transtorno dissociativo, os episódios são recorrentes, persistentes e causam sofrimento significativo. É comum que a criança não consiga explicar o que sente — e que os pais confundam com "desatenção" ou "vitimização".
São condições em que o sofrimento emocional se manifesta como sintoma físico — sem que haja uma doença orgânica que justifique a intensidade dos sintomas. O sofrimento é real, a dor é real. O que acontece é que o canal de expressão do emocional virou o corpo.
Transtorno de Sintomas Somáticos
Queixas físicas frequentes e persistentes: dor de barriga, dor de cabeça, náusea, fadiga
Múltiplas idas ao pediatra sem que os exames justifiquem os sintomas
Ansiedade intensa em relação à própria saúde ou à saúde dos pais
O sintoma piora em períodos de estresse (provas, mudanças, conflitos familiares)
A criança falta à escola por causa dos sintomas físicos
Transtorno de Ansiedade de Doença
Preocupação excessiva e persistente em ter uma doença grave
Busca repetitiva por informações sobre doenças
Necessidade de confirmação constante de que está saudável
Ansiedade intensa diante de sintomas físicos leves e comuns
Sintomas neurológicos sem causa orgânica: fraqueza em um membro, tremores, convulsões não epilépticas, dificuldade de falar, alterações de visão
Os sintomas surgem ou pioram em contextos de estresse emocional
A criança não está "fingindo" — ela realmente não consegue mover o membro ou falar
Exames neurológicos normais
O que pode confundir: Transtornos somáticos frequentemente geram um ciclo de idas e voltas ao pediatra, ao neurologista, ao gastroenterologista — sem que nada seja encontrado. Isso não significa que a criança não tenha nada. Significa que o canal de expressão do sofrimento é o corpo, e o tratamento precisa ser psiquiátrico e psicológico, com manejo dos fatores emocionais que estão gerando o sintoma físico.
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